Nesta página
- O que faz um advogado de direito do consumidor
- Nome negativado indevidamente no SPC ou Serasa
- Telefonia, internet, energia e água
- Produto ou serviço com defeito
- Compras online, cancelamentos e cláusulas abusivas
- Quando procurar um advogado
- O que fazer agora
- Documentos que ajudam
- Perguntas frequentes
- Conclusão
O que faz um advogado de direito do consumidor
Quase todo conflito de consumo começa do mesmo jeito: o cliente liga, recebe um número de protocolo, ouve que o caso foi encaminhado ao setor responsável e, semanas depois, nada mudou. A cobrança continua chegando, o nome continua no cadastro de inadimplentes, o celular novo continua na assistência técnica. O advogado de direito do consumidor entra para tirar o problema desse circuito e levá-lo a um lugar onde a empresa precisa responder por escrito e com prova.
O Código de Defesa do Consumidor parte de uma premissa simples: quem vende e presta serviço tem mais informação, mais estrutura e mais documentos do que quem compra. Por isso a lei permite, em muitos casos, que o juiz exija do fornecedor a prova do que ele cobra — o contrato assinado, a gravação da venda, o registro da entrega. Quando a empresa não tem essa prova, a cobrança perde sustentação. O trabalho do advogado é organizar os fatos do cliente e cobrar da empresa aquilo que só ela pode apresentar.
O escritório atua na retirada de restrições indevidas no SPC e na Serasa, na discussão de faturas de telefonia, internet, energia e água, na devolução de valores pagos sem causa, em trocas e reembolsos de produtos defeituosos e na revisão de contratos com multas e cláusulas desproporcionais. O atendimento é on-line e alcança consumidores de todo o Brasil, já que os processos tramitam em meio eletrônico e a ação, em regra, pode ser proposta na cidade de quem compra.
Cobrança indevida ou nome negativado? Veja em três perguntas qual é o caminho.
Avaliação informativa: nada é enviado até você decidir. O resultado indica caminho e documentos — não é promessa de resultado.
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR · ART. 26
Vício em produto durável: 90 dias para reclamar
Para produtos não duráveis o prazo é de 30 dias. No defeito oculto, conta a partir de quando ele aparece, e a reclamação formal à empresa suspende a contagem.
Avaliar meu casoNome negativado indevidamente no SPC ou Serasa
Muita gente descobre a negativação no caixa da loja, quando o crediário é recusado, ou no banco, quando o financiamento do carro trava. Às vezes a dívida já foi paga, às vezes nunca existiu, às vezes é de um contrato aberto por outra pessoa com os dados do consumidor. Em qualquer dessas situações, a restrição sem causa legítima pode ser retirada, e a empresa que a pediu pode responder pelos danos.
Há um ponto que costuma decidir o caso: se já existia outra restrição legítima no nome da pessoa quando a indevida foi feita, a jurisprudência do STJ tende a negar a indenização por dano moral, mantendo o direito de exigir o cancelamento. Por isso a primeira providência é tirar o extrato completo dos cadastros e ver o que realmente consta ali.
Guia completoNome negativado indevidamente: o que fazerTelefonia, internet, energia e água
São serviços que ninguém consegue deixar de usar, e por isso os problemas pesam mais: a conta de luz que triplica de um mês para o outro, o pacote de canais que aparece na fatura sem ter sido pedido, a internet cancelada que continua sendo cobrada, a água cortada por uma dívida que o morador contesta.
Essas empresas são fiscalizadas por agências reguladoras e também respondem pelo Código de Defesa do Consumidor. Isso significa regras próprias sobre aviso prévio de corte, prazo para religação e limites de cobrança, que podem ser exigidas administrativamente e na Justiça.
Guia completoCobrança indevida na conta de luz, telefone ou internetProduto ou serviço com defeito
A geladeira que para de gelar no segundo mês, o celular que volta da assistência com o mesmo defeito, o carro seminovo com problema no câmbio escondido, a reforma do banheiro que começa a vazar. O Código de Defesa do Consumidor dá ao fornecedor um prazo para consertar e, se ele não resolve, abre ao consumidor a escolha entre troca, devolução do dinheiro ou abatimento no preço.
O que mais atrapalha esses casos é a falta de registro: o produto vai para a assistência sem ordem de serviço, a reclamação é feita só por telefone, e o prazo para reclamar corre. Documentar cada etapa é o que permite exigir a solução depois.
Guia completoProduto com defeito: troca, conserto ou dinheiro de voltaCompras online, cancelamentos e cláusulas abusivas
A compra pela internet trouxe direitos próprios: quem compra fora da loja física pode desistir em sete dias, sem precisar justificar, e receber de volta tudo o que pagou. Também são frequentes os pedidos que nunca chegam, o estorno prometido que não aparece na fatura do cartão e a loja virtual que simplesmente para de responder.
Nos contratos de adesão — academia, curso, assinatura, TV por assinatura — as cláusulas que colocam o consumidor em desvantagem exagerada são nulas. Multas de cancelamento desproporcionais, renovação automática sem aviso e perda total do que foi pago são exemplos que podem ser revistos.
Guia completoDireito de arrependimento em compras onlineQuando procurar um advogado
- Você descobriu o nome negativado ao tentar financiar, comprar a prazo ou abrir conta
- A mesma cobrança continua chegando mesmo depois de vários protocolos de reclamação
- A luz, a água ou a internet foi cortada sem aviso ou por uma dívida que você contesta
- O produto voltou da assistência sem conserto ou a loja se recusa a trocar ou devolver o dinheiro
O que fazer agora
Passo a passo
- Anote todos os números de protocolo, com data e horário;
- Tire o extrato gratuito do seu CPF na Serasa, no SPC e na Boa Vista;
- Guarde faturas, notas fiscais, contratos e prints do anúncio e das conversas;
- Registre reclamação no consumidor.gov.br ou no Procon da sua cidade.
Documentos que ajudam
Em conflitos de consumo, a prova quase sempre está espalhada entre o celular, o e-mail e a gaveta de papéis. Reúna o extrato atualizado dos cadastros de crédito, as faturas dos últimos meses (principalmente as que mostram o histórico de consumo), a nota fiscal e o certificado de garantia, as ordens de serviço da assistência técnica, o contrato ou os termos aceitos no site, os comprovantes de pagamento e os prints de conversas com a empresa. Anote em uma folha a linha do tempo: quando comprou, quando reclamou, o que responderam. Essa sequência de datas costuma ser tão útil quanto os próprios documentos.
Perguntas frequentes
Preciso reclamar na empresa antes de entrar com ação?
Não é obrigatório, mas os protocolos e respostas da empresa costumam ser a melhor prova de que o problema existiu e não foi resolvido. Em alguns casos, a tentativa prévia também é levada em conta pelo juiz.
Reclamar no Procon impede o processo judicial?
Não. O Procon e o consumidor.gov.br são vias administrativas e podem correr ao mesmo tempo que a ação. O registro feito lá reforça a prova.
Onde a ação é proposta se a empresa fica em outro estado?
Em regra, o consumidor pode propor a ação no foro do próprio domicílio. Com o processo eletrônico, o escritório acompanha casos em qualquer parte do Brasil.
Juizado Especial ou Justiça comum?
Depende do valor da causa e da complexidade da prova. Casos que exigem perícia técnica aprofundada podem não caber no Juizado. A escolha é feita depois de examinar os documentos.
Quem tem de provar: eu ou a empresa?
O Código de Defesa do Consumidor permite que o juiz inverta o ônus da prova quando a alegação do consumidor for verossímil ou ele for hipossuficiente. Mesmo assim, reunir o que estiver ao seu alcance faz diferença.
Quanto custa a atuação do advogado?
Os honorários dependem do tipo de caso e do procedimento, e são combinados antes da contratação, conforme as regras da OAB.
Conclusão
Problemas de consumo costumam parecer pequenos até que o nome restrito trava um financiamento ou a conta indevida se repete por meses. Organizar os protocolos, as faturas e as datas é o que transforma uma queixa em um pedido que a empresa precisa responder. Se a via administrativa não trouxe solução, a análise dos documentos permite indicar o caminho adequado para o seu caso, com atendimento on-line para consumidores de todo o Brasil.
Conteúdo do Bachin & Klein Advogados, revisado por Waldir Alves Klein Junior (OAB/MG 94.311). Atualizado em setembro de 2026. Caráter informativo; não substitui a análise individual do caso. Como produzimos este conteúdo.